Duas mulheres da Beira-Serra morrem em Marrocos

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Uma senhora de Arganil. Outra de Oliveira do Hospital. Duas mulheres da Beira-Serra mortas no acidente de Marrocos. Ambas viajavam no autocarro que, pelas 07H45 de ontem, se despistou, já em Marrocos, entre a cidade espanhola de Ceuta e a marroquina de Tetouan.

Benigna Brito tinha feito, na véspera, 71 anos. Viajava sozinha, num cruzeiro do paquete Funchal, entre cerca de 440 passageiros portugueses. O filho, Mário Brito, industrial de confecções e ex-presidente do FC Oliveira do Hospital, confirmou a notícia ao DIÁRIO AS BEIRAS.

No mesmo autocarro, o primeiro de uma coluna de cinco que a empresa Classic International Cruises alugara, para passeio em terra, seguia também o casal Pereira, de Arganil. Ele, Laertes, é uma figura muito conhecida, no concelho, pois foi chefe de gabinete do presidente da câmara.

Foi, aliás, Ricardo Pereira Alves que confirmou ao DIÁRIO AS BEIRAS a informação de que Laertes Pereira ficou ferido e está internado num hospital local. Já a mulher, Virgínia Rodrigues Pereira, de 71 anos, teve pior sorte, tendo o autarca recebido confirmação da sua morte, por parte dos serviços da Embaixada de Portugal em Marrocos.

No autocarro seguiam 44 turistas portugueses. Nove morreram, havendo ainda registo de19 feridos graves e 17 ligeiros, segundo informação da Secretaria de Estado das Comunidades.

Quanto à identificação das vítimas, o processo acabou por revelar-se muito complicado. À RTP, António Braga dizia, a meio da tarde, que o trabalho “deve ser rigoroso e exaustivo, e estão a ser feitas diligências nesse sentido”.

Depois, por volta das oito da noite, surgiu a confirmação de que, finalmente, todas as vítimas mortais tinham já sido identificadas. Em simultâneo, o gabinete do secretário de Estado deu conta de que António Braga já tinha partido para Marrocos para se inteirar, no local, da situação dos feridos que permanecem hospitalizados.

Fonte da tutela adiantou, mais tarde, que os feridos graves foram assistidos em dois hospitais de Tetouan, enquanto os ligeiros receberam assistência médica em Ceuta, Espanha.

Entretanto, os primeiros relatos de passageiros, chegados a Portugal, davam conta de uma enorme descoordenação nas operações de socorro. Demora na chegada das viaturas de emergência, falta de articulação entre as forças presentes e hesitações de vária ordem, nas tomadas de decisão que se impunham fizeram desesperar quem assistiu e, sobretudo, quem necessitava ajuda.

Os passageiros do Paquete Funchal, que atracou em Ceuta, iam fazer uma viagem a Tetouan, quando um dos cinco autocarros onde seguiam se despistou.Duas mulheres

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