Com O Teatrão sob o signo da República

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O centenário da República e os processos de investigação e trabalho de um grupo de teatro não têm, em princípio, grandes pontos de contacto. No entanto, é nesse pressuposto que O Teatrão assenta a sua estratégia base para a temporada que agora começa e irá prolongar-se até final do ano, como salientou Isabel Craveiro, directora artística do grupo de Coimbra.

Todo construído sob o signo da República – não especialmente no tom “comemorativo” justificado pelo centenário, mas antes numa particular tentativa de “perceber” como é que o regime instaurado a 10 de Outubro de 1910 serve hoje o país –, o programa a desenrolar-se até Dezembro na Oficina Municipal do Teatro de Coimbra ficará marcado por dois espectáculos d’O Teatrão: “República/s” e “Noite de Reis”, laboriosamente “antecipados” num “laboratório de dramaturgia”, que passará a integrar o trabalho regular do grupo, sob a direcção de Jorge Louraço Figueira.

Ora, logo no primeiro espectáculo – “República/s” – que estará em cena entre 7 de Outubro e 7 de Novembro, os responsáveis pelo grupo decidiram “levar à letra” a expressão “centenário da república”, misturando-a com os centenários das repúblicas (casas de estudantes) de Coimbra, numa espécie de grande e esclarecedora “metáfora” do país, como salientou Isabel Craveiro.

Quanto a “Noite de Reis”, numa versão do texto de Shakespeare, foi escolhido por nele se encontrar “a chave para as fantasias que ocupam tanto reis, como presidentes, como repúblicos de Coimbra: mudar de vida”.

Mas a OMT tem muito mais a oferecer. Logo a 9 de Setembro, destaque para os Pop Dell’Arte, num concerto a que irá seguir-se, no dia 11, o primeiro espectáculo integrado no centenário da República: “O trono saiu à rua”, pelo projecto Limite Zero, destina-se a um público a partir dos seis anos. Depois, destaque ainda para Visões Úteis, a 16 e 17 de Setembro.

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