Coimbra lidera tecnologia do cancro

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Uma tecnologia revolucionária para tratar tumores – que substitui, em determinados casos, a intervenção cirúrgica – tornou-se o foco de todas as atenções da visita da ministra da Saúde, ontem ao Instituto Português de Oncologia (IPO) de Coimbra.

Ana Jorge viu como é possível, com uma só sessão, tratar definitivamente lesões na cabeça através da emissão de fotões. De todos os hospitais públicos do país, só Coimbra está a utilizar esta tecnologia de radiocirurgia, beneficiando da existência de três aceleradores lineares (dois deles gémeos), a que se junta um sistema de planeamento e equipamento complementar, onde o chamado anel de imobilização é crucial.

Todavia, como existe apenas um no serviço, só é possível tratar um único doente por semana com este processo, número que duplicará em breve, com a aquisição de um segundo anel, garantiu a diretora de serviço, Paula Alves.

Ana Jorge constatou que “o IPO de Coimbra foi o primeiro a conseguir juntar uma série de requisitos que permitiu desenvolver esta área”, acrescentando que “não temos que fazer tudo em Lisboa”. A ministra explicou que “a radiocirurgia é uma área muito complexa que exige uma grande concentração de recursos técnicos e humanos”.

Paula Alves disse que “só foi possível atingir este patamar porque se criaram condições para obter estes equipamentos, que são onerosos, e reunir uma equipa de especialistas de neurocirurgia, neuroradiologia, radioterapia e física médica”.

A terapia exige uma “selecção crítica” dos doentes, mas a taxa de mortalidade tende para zero. Entretanto, foi assinado um protocolo entre os IPO de Coimbra e Lisboa para também tratar doentes desta região.

 

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