Apresentação do futsal da Académica tem lugar amanhã

É o último ano dos três acordados com Tó Coelho para levar a Académica à 1.ª Divisão. O objectivo até já podia ter sido conseguido, mas à última jornada, o Vitória e Olivais foi um osso que demorou a sair da garganta dos estudantes… até na secretaria.

Tó Coelho não esconde “e estaria a mentir, se dissesse que não foi frustrante não subir à última jornada”. No entanto, já sobre uma eventual desistência dos lisboetas, que poderia colocar a Briosa na 1.ª Divisão, o técnico diz que “90 por cento dos jogadores prefere subir por mérito desportivo, embora não rejeitasse essa possibilidade”. Aliás, o técnico frisa, sem falsas modéstias, que “a Académica é uma equipa, a todos os níveis, com qualidade para estar na 1.ª Divisão. Não somos só nós que o dizemos. Os jogos da pré-época com Benfica e Sporting mereceram críticas muito positivas”.

Sobre o jogo de apresentação, o técnico prefere destacar a qualidade do embate para os adeptos, mas lembra que a Briosa vai encontrar “uma equipa ferida no orgulho depois da derrota na 1.ª jornada”.

A Académica prepara agora a 2.ª Divisão, lembrando que “as indefinições na pré-época, sem saber se a equipa ia para a 1.ª ou 2.ª divisões, condicionaram a definição do plantel, mas optámos por apostar na qualidade, em detrimento da quantidade”. Tó Coelho revela que o clube teve uma postura “agressiva, porque há jogadores a mais para clubes a menos e tínhamos que garantir a qualidade que pretendíamos”.

De novo na série norte

Agora, a Briosa volta a jogar na série A, com equipas do norte do país. “Por um lado é mau, porque não conhecemos ninguém, mas também temos a vantagem de não nos conhecerem”, atesta o treinador.

É uma série mais fácil? Tó Coelho prefere dizer que é “diferente”. “Temos visto que no sul as equipas pontuam mais”, mas há cautelas. No entanto, “o Robson (ex-Viseu Futsal 2001) disse-me que no norte as equipas jogam mais aberto, o que é, à partida, é bom para nós”.

Subida? “Não podemos fugir aos nossos objetivos, mas não queremos meter pressão na equipa”, diz. No entanto, o balanço é positivo. “A Académica evoluiu a muitos níveis, mas não sou o único responsável”, acrescenta. No entanto, o técnico lembra que, desde que chegou, “o clube é falado de uma forma diferente”. Comparando com o último projeto que liderou, o Instituto D. João V, “são os dois únicos projetos credíveis no centro do país. A Académica tem todas as condições para também vir a disputar os primeiros lugares da 1.ª Divisão Nacional”.

One Comment

  1. Pedro Matias says:

    Então e o Centro Social São João, que subiu este ano à mesma divisão, que foi finalista do campeonato nacional de juniores e que tem dominado os campeonatos de juvenis e juniores nos últimos anos tendo apenas perdido dois em 5 anos?

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