“Prata da casa” assegura edição do próximo ano em Buarcos

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Há mais de uma década que um grupo de mulheres põe mãos à obra para que se cumpra uma das mais antigas tradições de Buarcos: as Festas em Honra de Nossa Senhora da Encarnação. Mas não é só esta característica que as diferencia das suas congéneres. Esta comissão, constituída por oito elementos, toma posse e apresenta relatórios de contas. Isto desde a altura em que os festejos passaram a integrar as Festas da Cidade, quando Aguiar de Carvalho presidia aos destinos do concelho.

Desde essa altura também, sempre receberam da autarquia um subsídio de apoio que foi “engrossando” até ao mandato de Santana Lopes. Depois disso, porém, o cenário mudou. Este ano, serão cinco mil euros, após a primeira proposta do executivo, de 750 euros, ter sido chumbada. Apesar de reflectir o “entendimento” a que chegaram com a câmara, “não vai tirar totalmente a preocupação em pagar os artistas”, lembrou Lucinda Basílio, da comissão.

Reduzir despesas

Para estes são cerca de 10 mil euros, num orçamento total que ronda os 20 mil. Mas estas buarqueiras não se deixam abater. Arregaçam as mangas com peditórios, tasquinhas e venda de arroz doce e tapas de porco. E, à porta do recinto, apela-se à generosidade de cada um. Para o ano, estão por conta própria. Não haverá apoio da autarquia. Mas nem isso parará este grupo. “Entre ter um artista de renome ou uma avenida enfeitada com arcos, optamos pelos arcos”, adianta Lucinda Basílio.

A “prata da casa” será cabeça de cartaz na animação. “Temos de fazer opções, não podemos suportar tantas despesas”, sustenta. Porém, há hábitos que terão de terminar já este ano, como os lucros para a capela. “Este ano não vamos ter tanta disponibilidade para dar”, afiança. O que não muda são as multidões devotas à Santa. Exemplo disso foi a recepção ao romeiro, quarta-feira, organizada pela primeira vez. Envergando trajes regionais, as pessoas cumpriram o caminho até à capela da Santa.

Se antes da iniciativa a ansiedade se fazia sentir, logo se desvaneceu para dar lugar à motivação de repetir a experiência no próximo ano. As festas terminam domingo, dia em que terá lugar a eucaristia campal e a procissão. Quim Barreiros sobe ao palco na noite de sábado. Lucinda Basílio não faz previsões mas acredita numa forte adesão. “As pessoas também levam em conta a nossa preocupação e sentem que devemos ver o nosso esforço recompensado”, diz a responsável.

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