“Não quero que o Governo mude já”

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Luís Leal não subscreve a opinião de alguns dirigentes do seu partido, o PSD, no que concerne a eleições antecipadas. “Não sou daqueles que defende que este Governo deve mudar já, porque é com ele que tenho um projecto de desenvolvimento para o concelho”, enfatizou, no discurso do Dia do Município de Montemor-o-Velho, celebrado ontem.

Ao seu lado encontrava-se o presidente da Distrital “laranja” e seu “vice” na autarquia montemorense, Pedro Machado. O presidente da Câmara bem pode torcer para que o Governo do PS continue em funções: nunca o concelho testemunhou tantos investimentos como com os governos de José Sócrates. E o autarca não se esqueceu de os enumerar, na sessão solene.

Por outro lado, o edil advogou o fim da bipolarização dos poderes. “Estou farto da macrocefalia do Porto e Lisboa!”, enfatizou. E rematou dizendo: “que este recado vá para quem enfiar o carapuço…”. Desafiou, entretanto, os seus homólogos e vizinhos de Coimbra e da Figueira a mostrarem obra na ciclovia do Mondego, lembrando que já tem quatro quilómetros em curso, na zona do Centro de Alto Rendimento.

Pompa e circunstância

Aproveitando as festas do concelho, o município de Montemor distinguiu oito atletas e o treinador da selecção nacional de canoagem Ryszard Hoppe, e dois atletas montemorenses de pesca desportiva e xadrez com a Medalha de Mérito Desportivo Municipal. Por sua vez, o presidente da Federação Portuguesa de Canoagem, Mário Santos, foi contemplado com um voto de louvor. A câmara atribuiu ainda quatro bolsas de estudo de mérito artístico para a área da música. E num concelho que aposta na cultura, o Prémio Literário Afonso Duarte ganha relevância.

O vencedor da edição de 2009 foi José Duarte, 46 anos, natural e residente de Santos Varão. “Foi uma surpresa total”, disse o vencedor ao DIÁRIO AS BEIRAS. A cerimónia foi ainda marcada pela apresentação da medalha comemorativa dos 500 anos do nascimento de Fernão Mendes Pinto. Receberam ontem aquele galardão os seus autores, Isabel Carriço e Fernando Branco, e Deolinda Pessoa, Rosa Mota e Alves Barbosa.

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