Victor Baptista faz pontaria a André Figueiredo

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Foto Luís Carregã

Victor Baptista não poupa o dirigente nacional do PS André Figueiredo. Desta vez, as críticas têm a ver com alegadas interferências do secretário nacional adjunto para a organização no processo eleitoral para a Federação de Coimbra.

“Sou candidato, mas não tive ainda acesso aos cadernos eleitorais, a que tenho direito”, queixa-se ao DIÁRIO AS BEIRAS o líder do PS/Coimbra. Por isso, Baptista já escreveu duas cartas ao secretário-geral, José Sócrates, com cópias para os secretários nacionais para a Organização. Ora, é justamente um destes, André Figueiredo, que Baptista considera ser responsável pela aceitação de militantes com número de inscrição superior a outros, que foram rejeitados. Curiosamente, acrescenta o deputado, os que têm números mais altos aparecem inscritos com datas anteriores. “Será por terem apelidos como Ruivo, Violante ou Amaro?”, pergunta.

Ao todo, segundo Victor Baptista, são centenas de militantes que são “afastados de votar”. A culpa? O deputado não tem dúvidas: “é do meu camarada André Figueiredo, cujo comportamento estalinista considero totalmente irresponsável”. E, sem se deter, acrescenta: “só um irresponsável tem uma mente capaz de construir uma coisa destas, a mesma mente que, há dois anos, na Guarda, teve comportamente idêntico. E mais: a mesma mente que afirma, numa entrevista, ser licenciado em Direito, quando nunca acabou o curso”.

Ruivo saúda André Figueiredo

Críticas similares de Baptista, registe-se, foram tornadas públicas no semanário “Sol”. Na notícia, entre outras considerações, Victor Baptista diz não acreditar que o “camarada André Figueiredo esteja a tomar parte de uma pugna eleitoral interna do PS” – afirmação que mereceu uma tomada de posição da candidatura de Mário Ruivo, que saúda o comportamento de Figueiredo, “pela garantia de isenção e cumprimento estatutário”, evitando, assim, “benefícios administrativos para qualquer candidatura, como parece pretender o candidato Victor Baptista”.

Quanto aos cadernos, Ruivo lembra que não são remetidos a candidatos, mas sim à Comissão Organizadora do Congresso, “que ainda não foi eleita”.

Contactado pelo DIÁRIO AS BEIRAS, André Figueiredo escusou-se a tecer qualquer comentário.

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