Servir Portugal, com energia e determinação

Os indicadores da economia portuguesa têm continuado a dar sinais positivos. Seja o crescimento do 2.º trimestre ou a contenção do desemprego, tudo tem vindo, desde o início do ano, a transmitir confiança na nossa recuperação. Ao olharmos para o lado, sobretudo para o poderoso motor alemão, constatamos também que a retoma pode estar a fazer o seu caminho.

Convém, no entanto, ler com cuidado estas boas notícias, porque os mercados ainda estão instáveis e o efeito das medidas de excepção orçamental só agora poderão vir a ser correctamente avaliadas.

Em qualquer caso, poderemos dizer, desde já, que o discurso enérgico do primeiro ministro, a sua determinação em cultivar a esperança e o esforço feito para diversificar os mercados, correspondem a um estado de espírito e a um espírito de responsabilidade que urge preservar.

As oposições fazem exactamente o contrário, quais velhas carpideiras. Não há uma novidade, uma palavra de alento. O líder do principal partido da oposição não faz a coisa por menos e vai daí, qual cata-vento, pega na revista de imprensa e dispara em todas as direcções.

Agora, no Pontal, foi a vez da Justiça. Não condenou a violação do segredo de justiça, não relevou a promiscuidade entre alguns jornais e profissionais do sistema judicial, não comentou os dislates sindicais, nem tão pouco a morosidade dos processos. Nada disto observou, nem tão pouco teve coragem para condenar o fratricídio corporativista que todos os dias se estampa nos jornais. Para isso era necessário ter coragem!

E rematou o discurso com mais uma ameaça ao Governo, preparando o país para uma crise política, mas não se preparando para fazer exactamente o contrário: construir estabilidade com credibilidade.

Pedro Passos Coelho fez o pré-anúncio do chumbo do orçamento de estado e conta, para o efeito, com o PCP e o BE que outra coisa não desejam se não ver a direita no poder e, se possível, com maioria absoluta.

Pois bem, o PS e o Governo não querem essa crise política – farão um esforço máximo para a evitar – mas não estão agarrados ao poder e não temem nenhum confronto político.

Mangualde, amanhã, será uma grande lição para o Pontal e um momento, mais um, de afirmação do PS e do Governo sem outro objectivo que não seja o dizer que querem servir Portugal, com energia e determinação.

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