Arroz do Baixo Mondego: é urgente defender a produção nacional

Em 2009, os produtores de arroz do Baixo Mondego receberam entre 15 e 23 cêntimos/kg, quando no ano anterior tinham vendido a produção por mais do dobro desse valor.  

 

a praticarem dumping: o arroz estava a ser vendido abaixo do preço de custo. Perante estas práticas ilegais, o governo PS nada fez e os industriais do sector apresentaram propostas inaceitáveis de baixos preços à produção, com o resultado dramático de forçar a descida de 50% nos preços do arroz num ano.

A indústria justificou esta prática de preços pela pressão dos hipermercados e a ASAE, na sua acção fiscalizadora, detectou hipermercados 

 

 

 

 

O nosso país produz cerca de 150 mil toneladas de arroz, mais ou menos metade do que consome. A produção de arroz carolino do Baixo Mondego é de excelente qualidade, apesar de todas as dificuldades com que os agricultores são confrontados todos os dias. A política de direita também na agricultura tem tido efeitos devastadores: milhares de pequenos e médios agricultores e produtores estão na ruína sem condições de continuar o seu ganha-pão e o trabalho de toda uma vida, devido a uma política agrícola que não defende nem promove a produção nacional.

Para combater a dependência agro-alimentar nacional e responder ao consumo interno é fundamental garantir medidas para defender a produção nacional. A política agrícola dos anteriores e do actual governo tem aprofundado as dificuldades dos produtores de arroz e não tem criado soluções efectivas. Para os grandes grupos económicos, os apoios são escandalosos, para os produtores de arroz o Governo nem sequer considerou ainda os apoios à electricidade na secagem do arroz.

O processo de Emparcelamento Agrícola que não contemple ainda todos os vales do Baixo Mondego, o projecto hidroagrícola que abrange 19 blocos de rega, cerca de 12.500 hectares, apenas contempla nove, ainda não estando garantido aos produtores o seu alargamento aos vales secundários e onde ainda não se realizou o Emparcelamento Agrícola. É preciso garantir que sejam praticadas taxas de rega adequadas nos vales onde ainda não houve emparcelamento.

Para os orizicultores do Baixo Mondego o tempo é de luta. Uma luta que é também de todos os agricultores portugueses pela defesa da produção nacional e da autonomia agro-alimentar.

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