Requalificação da Secundária Bernardino Machado pode ser adiada

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DREC terá solicitado que a escola abdicasse dos cursos profissionais. Caso contrário, a intervenção poderá avançar primeiro na Cristina Torres.

As obras de requalificação da Escola Secundária Bernardino Machado, ao abrigo do programa Parque Escolar, podem estar comprometidas. Em causa está uma condição que alegadamente terá sido imposta pela Direcção Regional de Educação do Centro (DREC), e que se prende com o futuro da formação profissional no estabelecimento de ensino.

Segundo o que o DIÁRIO AS BEIRAS apurou, se a escola secundária não desistir dos Cursos de Educação e Formação (CEF), as obras de requalificação podem não avançar nos prazos previstos. E, se tal acontecer, a Escola Secundária Cristina Torres deverá ser a próxima a ser alvo de intervenções. Recorde-se que a reabilitação da escola Bernardino Machado deveria arrancar em breve e a da Cristina Torres estaria guardada para a fase seguinte. As obras da secundária Joaquim de Carvalho estão perto do término.

Também de acordo com o que foi possível apurar, a direcção da escola terá solicitado, para hoje, audiências com os representantes das diversas forças políticas concelhias. O líder concelhio do PS, João Portugal, confirmou ao DIÁRIO AS BEIRAS que foi contactado para estar presente numa reunião. “Tive conhecimento de que há um impasse no avanço das obras e que se prende com a continuidade do ensino profissional”, disse. Não quis, porém, tomar qualquer posição, preferindo primeiro “saber quais os fundamentos que estão na base desta decisão”.

Lídio Lopes também se reúne hoje com a direcção da escola. “Ao que sabemos, e que nem acreditamos, haverá uma posição de força inqualificável da DREC na gestão do processo entre as obras desta escola e da escola Cristina Torres”, adiantou o líder da concelhia social-democrata.

Caso se confirmem as suspeitas, as “notícias são muito preocupantes para a escola”, e garante: “a posição (do partido) é de indignação absoluta e de reclamação óbvia”.

A concretizar-se, a perda dos CEF é “perfeitamente inqualificável”, afirma. Ainda para mais, sublinha, após a perda do ensino superior na cidade. “Só falta associar ao currículo (do governo) a perda do ensino profissional”, diz o social-democrata. Para além do ensino regular, a Escola Secundária Bernardino Machado lecciona CEF de nível II e III, equivalentes ao 3. º ciclo e ensino secundário, respectivamente. Apesar das tentativas, até ao fecho desta edição, não foi possível contactar a direcção da escola e a DREC.

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