Previstos dois parques eólicos para a Tocha

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Nove aerogeradores de um investidor e cinco de outro é o que está previsto para dois parques eólicos a instalar na freguesia da Tocha.

Neste momento há dois promotores interessados em investir. Na reunião do executivo municipal de Cantanhede de 3 de Agosto, o vereador José António Pinheiro apresentou o Estudo de Incidências Ambientais (ElncA) de um deles: o Parque Eólico da Tocha, cujo promotor da infra-estrutura é a empresa Parque Eólico do Pinhal Oeste, S.A. O projecto encontra-se em fase de estudo prévio. Localiza-se junto à costa entre a Praia da Tocha e o Palheirão, desenvolvendo-se numa extensão aproximada de cinco quilómetros. Prevê a instalação de nove aerogeradores com uma potência nominal de 2 MW e a potência instalada total de 18 MW, a que corresponde uma previsão de produção média anual de 50 GWh.

25 milhões de euros

em investimento

O investimento será na ordem dos 25 milhões de euros.

Além da instalação dos nove aerogeradores e respectivas plataformas de apoio, o projecto envolverá ainda a construção de uma linha eléctrica para ligação do parque à Rede Eléctrica Nacional na Subestação da Tocha (Barrins), que fará parte de projecto próprio a assumir pela EDP.

De acordo com informação do Parecer Sobre o Estudo de Incidências Ambientais que foi dado a conhecer na referida reunião do executivo, o projecto “localiza-se numa área sensível, nomeadamente num sítio da Rede Natura 2000 – “Dunas de Mira, Gândara e Gafanhas” – e também em área de Reserva Ecológica Nacional (REN).

Outro parque

nas proximidades

No entanto, refere o mesmo documento, que foi apresentado na reunião do executivo municipal e que pode ser lido na acta, nas proximidades, a cerca de 2,5 quilómetros para sul, “está prevista a instalação de outro parque eólico, ainda em fase de estudo prévio, com 5 aerogeradores, promovido pela empresa ENERNOVA – Novas Energias SA”.

Ora, “dado que o projecto em análise tem menos que 10 aerogeradores e dista mais de dois quilómetros desse parque eólico projectado mais próximo, não está sujeito a uma Avaliação de Impacte Ambiental”, lê-se no relatório.

Contudo, o licenciamento de projectos que utilizem energias renováveis é sempre precedido de um procedimento de avaliação de incidências ambientais, a realizar pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional.

Entre outros aspectos, foi ainda referido que, a nível local, a implementação do projecto representará uma receita, estimada, para o município de 93.600 euros por ano, acrescida da verba de IRS.

Como tal, e depois de analisado o processo, a autarquia, por unanimidade, deliberou emitir parecer favorável ao Estudo de Incidências Ambientais (ElncA) do projecto do Parque Eólico da Tocha (Ventinveste).

O director do departamento de urbanismo considerou que será “de emitir parecer favorável ao EIncA, na convicção de que será possível compatibilizar o projecto com a área sensvivel onde será implantado”.

O DIÁRIO AS BEIRAS contactou a ENERNOVA – Novas Energias S.A., mas não obteve uma resposta até ao fecho da edição.

One Comment

  1. Antides Santo says:

    A instalação de qualquer infraestrutura interfere sempre com o ambiente. Aconteceu assim com as vias férreas no século XIX, com as barragens em especial no século XX, com as autoestradas neste século. Há quem goste de ver os geradores eólicos inseridos na paisagem, e quem não goste. Mas todos gostamos de ligar o aparelho de TV para ver o que vai pelo país e pelo Mundo.
    Ora, sem energia não há comodidades destas. Gosto de ver aquelas torres esguias com gigantescas hélices geradoras de energia limpa. Pena não haver sempre vento.

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