Mão-de-obra qualificada da Figueira da Foz está a “fugir” para Angola

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O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Centro denunciou ontem (27) a existência de trabalho clandestino na hotelaria e restauração da Figueira da Foz. Segundo o sindicalista António Baião, na época balnear cerca de 10 por cento dos trabalhadores (300) do sector não descontam para a Segurança Social e continuam inscritos no Centro de Emprego.

Por outro lado, disse que os vínculos laborais levam a que haja “empresas que se digladiam por conseguir estagiários”. Porquê? Porque assim dispensam postos de trabalho permanentes e reduzem a despesa. A resposta à diminuição da procura, salientou, também passa pela subvalorização das categorias profissionais dos empregados.

Neste contexto, António Baião diz que na época balnear muitos dos profissionais não usufruem das folgas semanais. Por outro lado, denuncia bancos de horas extraordinárias ilegais. A precariedade e as violações dos contratos colectivos de trabalho atingem de igual modo os subsectores do fornecimento de refeições colectivas (escolas, fábricas, instituições) e os estabelecimentos de comida rápida.

Ainda de acordo com António Baião, a situação laboral no concelho está a originar um êxodo de mão-de-obra qualificada para o estrangeiro, nomeadamente para Angola. O sindicalista não encontra na Autoridade para as Condições no Trabalho uma resposta eficaz e rápida, “por falta de meios”.

No que toca ao caso particular da Sociedade Figueira Praia (SFP), o dossiê prende-se com a suspensão do pagamento do prémio anual de produtividade (ou distribuição de dividendos pelos trabalhadores correspondentes a 1/8 do salário).

A situação arrasta-se desde 2009, ano em que o sindicato cumpriu uma greve e distribuiu panfletos pelos clientes do casino.

“Não obtivemos resposta do abaixo-assinado (com cerca de 40 subscritores) enviado à administração há 45 dias”, afiançou. Dentro de dias vai ser feita nova tentativa.Se não obtiver resposta, poderá avançar uma nova vaga de distribuição de informação junto dos clientes do casino, não estando posta de parte a possibilidade de vir a ser convocada uma greve.

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