Há prédios da Visconde da Luz em risco de cair

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Foto Gonçalo Manuel Martins

Ao todo, são nove os imóveis da Rua Visconde da Luz a necessitar de obras de conservação. Perante o elevado número de prédios, o presidente da câmara alertou na reunião do executivo para o problema existente junto à Praça 8 de Maio e que, de acordo com o autarca, “é mais grave do que aquele que existe na Rua Ferreira Borges”. Aliás, Carlos Encarnação referiu que “se não visse as fotografias, não acreditava”.

O facto dos compartimentos acima do piso térreo, onde habitualmente existem estabelecimentos comerciais, estarem na maioria desocupados ou a servir de armazém para as lojas do rés-do-chão tem contribuído para a degradação desses edifícios. A grande maioria dos imóveis, segundo os relatórios do Gabinete para o Centro Histórico, estão em risco de ruína e oferecem perigo para a segurança das pessoas.

Em todos eles há um denominador comum: um dos principais problemas é detectado na cobertura dos edifícios, onde é necessária uma intervenção de algum porte para evitar que o estado de ruína não se agudize com a chegada do Inverno.

Perante este cenário de quase “catástrofe”, Carlos Encarnação defendeu uma política de âmbito nacional para a reabilitação urbana, o que nunca aconteceu. O presidente lamentou mesmo que o Estado tenha desistido do Programa de Recuperação de Áreas Urbanas Degradadas (PRAUD), tendo revelado que quando acabar será a autarquia a assumir os 25 por cento da comparticipação desse programa.

O vereador socialista Álvaro Maia Seco chegou a colocar a hipótese da Câmara enfrentar o assunto à revelia da Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU), cujo capital é detido na maioria pelo Estado. Só que Carlos Encarnação respondeu com a necessidade SRU “Coimbra Viva” ter uma dificuldade de financiamento, desafiando o Governo a recorrer ao Banco Europeu de Reconstrução de Desenvolvimento (BERD).

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