Existem 500 piscinas exteriores na Figueira da Foz

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O clima apenas permite mergulhar ao ar livre dois ou três meses por ano. No entanto, o número de piscinas particulares exteriores não pára de aumentar. E as interiores, muitas delas discretamente instaladas nas caves, seguem a tendência. Estas últimas não custam muito mais do que as primeiras e podem ser utilizadas todo o ano, se forem aquecidas. Têm ainda a vantagem de não exteriorizarem sinais de riqueza, aos quais o fisco é particularmente sensível…

Incluindo os seis equipamentos públicos (o do Conselho de Moradores de Borda do Campo tem cobertura telescópica) e as poucas unidades hoteleiras com aquela valência, existem cerca de cinco centenas de piscinas exteriores no concelho da Figueira da Foz. A contabilidade deve incluir também a piscina-mar, em S. Julião, e o parque aquático de Buarcos.

É em Buarcos onde se concentra o maior número de piscinas exteriores do concelho. Mas no pódio também há lugar para Quiaios e Tavarede. Coincidência ou não, as três freguesias têm em comum as encostas da Serra da Boa Viagem, e são ainda banhadas pelo Oceano Atlântico.

Um prazer sazonal

João Mariano tem uma piscina na Serra da Boa Viagem, uma “varanda” aquática para o mar e para a cidade. Desviando o olhar para esquerda, a vista perde-se na Ilha da Morraceira, parando nas pontes sobre o Mondego. Depois, segue viagem para Sul, até à linha do horizonte, deslumbrando-se com quadros pintados com formas e cores que só na natureza contrastam em perfeita harmonia. Uma (hidro)terapia para os olhos e para a mente.

Porém, “tratando-se de uma piscina descoberta e de água fria, na melhor das hipóteses, é utilizada nos três meses de Verão”, sublinha o proprietário. Neste caso, não se trata de um pequeno/grande luxo particular, mas antes de um serviço turístico com 14 metros de comprimento e sete de largura.

O empresário paga 125 euros por mês pela manutenção, mas inclui a jardinagem. Os proprietários privados contactados para esta reportagem só aceitaram prestar declarações sob anonimato, alegando questões de privacidade. No entanto, afiançaram que a infra-estrutura e a sua manutenção não são tão dispendiosas como se possa pensar.

Fala quem sabe

António Simão, da Pisciarte, empresa certificada na comercialização, instalação e manutenção de piscinas, com sede na Figueira da Foz, é um dos maiores especialistas do país. “Sendo bem tratada, a água pode aguentar-se durante dois anos”, assevera. Segundo a estimativa do empresário, o tratamento da água e a restante manutenção pode custar 150 euros por mês, com serviço semanal, ou 100, se for quinzenal.

A mais procurada piscina de betão, com 10 metros de comprimento e cinco de largura, custa cerce de 15 mil euros, mais IVA. Em média, enche-se com 75 metros cúbicos de água. O problema, repara António Simão, “é que ainda há muita gente adepta dos “três B´s”: bom, bonito e barato… Mas isso não existe”.

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