Colectividades arrastam multidões

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A parceria Casino Figueira/Associação de Colectividades do Concelho da Figueira da Foz continua a levar ao palco as colectividades do concelho, assim como centenas de espectadores que, todas as segundas-feiras à noite, enchem o Salão Caffé.

Por detrás do pano, os sentimentos fervilham, mas convergem. A satisfação pela oportunidade é transversal. “É uma montra” que dá a conhecer o trabalho desenvolvido, tal como em tempos o foi para as Jornadas de Teatro Amador, diz Fernando Gonçalves.

E, tal como nessa época, mantém-se a agitação. “Não é todos os dias que se vai ao casino e (as colectividades) estão sempre ansiosas por esse dia”, afirma o presidente da Sociedade Boa União Alhadense. O grupo de dança “Arco-Íris”, da Associação Recreativa Mocidade Agrícola, também subiu ao palco em dia de grande afluência de público. Foi uma das “actuações mais importantes do historial” do grupo, confessa Paula Peneda, da direcção. À parceria, encara-a como um “grande passo” para o próprio progresso do movimento associativo concelhio.

Lotação esgotada. Uma variável constante. E a passada segunda-feira não fugiu à regra. Não foi a primeira vez que o grupo de cantares “Terra Nostra” do Grupo Recreativo Vilaverdense pisou aquele palco mas, porém, “é sempre uma forma de dar a conhecer o que de bom se faz” dentro das colectividades, refere Adelaide Cardoso, um dos elementos do grupo. E os (muitos) aplausos são sinónimo de missão cumprida. Afinal, satisfazer a plateia é o objectivo daquilo que fazem com tanta dedicação.

Mas os “lucros” atingem ambos os lados da moeda. “Também é uma boa forma de divulgar o casino”, até porque, lembra Adelaide Cardoso, “ainda é um local que muita gente pensa ser só para as classes mais altas”. Opinião partilhada. Para Fátima Trigo, o protocolo de cooperação chegou em boa hora, não só para as colectividades, mas também porque leva àquele espaço do Bairro Novo pessoas que “se calhar, nunca iriam doutra forma”.

À apresentadora do evento, cabe também a tarefa de dirigir o Grupo Desportivo e Recreativo da Chã, que actua no dia 23. “Para quem vai pela primeira vez, há sempre aquele piquinho de nervosismo porque é uma responsabilidade acrescida”, comenta. Mas a recompensa supera os apertos no estômago. “Vão ser vistos por muita gente e por pessoas que, de outra forma, talvez nunca ouviriam falar deles”, afiança.

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