Câmara diz que há outros espaços a visitar

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Foto Gonçalo Manuel Martins

Apenas 48 horas depois, a Câmara de Coimbra respondeu às declarações proferidas este domingo na cidade pela ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas. Após a visita a espaços culturais como Centro de Artes Visuais, Teatro da Cerca de S. Bernardo e Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, acabando a noite a participar no encerramento oficial do Festival das Artes. A governante recordou, na ocasião, a importância fundamental das políticas culturais estarem “alicerçadas no poder local”.

Para Gabriela Canavilhas, a “autarquia tem de ser um parceiro incontornável, em todas as iniciativas culturais”, afirmando que “em Coimbra ainda temos algum trabalho a desenvolver”.

Foram, precisamente, estas declarações que motivaram o comunicado da autarquia, não sendo conhecida se essa é a posição da presidência, vice-presidência ou da vereadora com o pelouro da cultura já que o mesmo não tem qualquer tipo de assinatura.

Nos três parágrafos, o município considera que, para além dos espaços visitados, a ministra deveria ter conhecido “muitas outras instalações da cidade em que faz um trabalho consistente e de qualidade na cultura como, entre outras, a Oficina Municipal do Teatro, o Pavilhão Centro de Portugal (sede de uma Orquestra Clássica do Centro que vive quase sem outros apoios que não o do público e do Município), o Museu Nacional Machado de Castro (há muito à espera de reabrir), o Teatro Académico de Gil Vicente, o Museu Municipal, o novo Conservatório de Música, a Casa Museu Miguel Torga, ou as múltiplas instituições culturais da Universidade de Coimbra”.

“Ficou também a senhora ministra sem conhecer o projecto da nova sala de espectáculos do Convento de S. Francisco (obra que está a arrancar) e da Casa da Escrita (obra em finalização)”, diz o comunicado, deixando o convite a Gabriela Canavilhas para “voltar a Coimbra e muito gostaria a Câmara Municipal de ajudar a preparar e acompanhar essa próxima e mais exaustiva visita”.

No último parágrafo, a Câmara de Coimbra lamenta que, fora das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, “sejam as Câmaras Municipais as grandes financiadoras e apoiantes da produção cultural”. “Não espanta, portanto, que a senhora ministra tenha afirmado que, em geral, “a autarquia tem que ser um parceiro incontornável” dos agentes culturais e que tenha reconhecido o excelente trabalho que é feito, com o apoio municipal, nas entidades de Coimbra que visitou”.

Aliás, a câmara compreende porque é que a ministra disse que “ainda há muito para fazer”, deixando a garantia de que “continuará a consolidar a excelente relação que tem vindo a construir com as entidades culturais da cidade”.

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