Caça às rolas, patos e outras aves migratórias arranca domingo

A época de caça às rolas, pombos e outras aves migratórias arranca no domingo, uma semana depois do habitual.

Caçadores e ambientalistas apontam “erros” no calendário venatório 2010-2011 e reclamam alterações à legislação que enquadra o sector.

Nesta época venatória, que proíbe cartuchos com granalha de chumbo nas zonas húmidas incluídas em áreas classificadas, os caçadores podem caçar desde domingo a rola (até 30 de Setembro), a pomba-da-rocha (31 de Dezembro), patos e outras sete espécies (20 de Janeiro), o pombo-torcaz (20 de Fevereiro) e a pega-rabuda (28 do mesmo mês).

A data de abertura do calendário venatório foi criticada por federações e associações de caçadores, descontentes por só poderem “disparar” uma semana depois do habitual, numa altura em alegam que “já não há rolas” nas regiões Norte e Centro.

A Federação Portuguesa da Caça (FENCAÇA) mostrou-se ainda descontente pelos “atrasos” no calendário, definido numa portaria em Diário da República a 27 de Maio, mas depois alterado, numa portaria de 22 de Julho, “a apenas um mês da abertura” da época.

Já as associações ambientalistas criticam a falta de ordenamento, a permissão do abate de espécies em vias de extinção e “erros” no calendário venatório.

A Quercus considera “um contrassenso” que, no Ano Internacional da Biodiversidade, o Governo permita que se inclua a rola-brava, “uma espécie em vias de extinção“, na lista de animais a abater.

A Liga para a Protecção da Natureza (LPN) classifica o calendário como um “mau exercício de gestão sustentável da caça” e reivindica, por exemplo, a revogação imediata das cinco novas espécies às quais se pode “atirar” este ano.

One Comment

  1. Sou Presidente de uma Associação de Caçadores, á uma coisa que não percebo esses senhores que se dizem ambientalistas, mas não passam de uns fundamentalistas, tem duvidas que se alguem que luta por um melhor controlo das especies cinegeticas são as Associações? Agora não se pode proibir tudo de um momento para o outro, só porque um fundamentalista foi ao WC e lembrou-se de tal.

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