Baptista diz que Lello não sabe o que diz

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Foto de Luís Carregã

Dois dirigentes nacionais, ambos membros do Secretariado Nacional do PS, foram ontem citados como “avalistas” das decisões do secretário nacional adjunto para a organização. Victor Baptista não gostou e contra-atacou: as suas declarações revelam que “não conhecem o processo”.

Foi mais um episódio no “folhetim” da pré-campanha eleitoral para a Federação do PS. Em defesa de André Figueiredo vieram a público Idália Moniz, de Lisboa, e José Lello, do Porto. Ambos diseram que ninguém foi beneficiado.

Baptista não gostou, convocou a imprensa e mostrou cópias dos dois recursos que já apresentou, um ao secretário nacional para a organização – aliás já deferido, em 50 militantes – e outro ao Conselho de Jurisdição Nacional. “Logo por aqui se vê que a minha camarada Idália Moniz não conhece o processo, quando diz que há instâncias para recorrer”, afirma o deputado e recandidato.

Quanto às afirmações de José Lello – que diz que houve “neutralidade e imparcialidade”, em Lisboa –, Baptista limita-se a referir: “diz que não tenho razão, mas não diz porquê”.

Para Victor Baptista, o que está em causa é a atitude “incompreensível e discriminatória”, de André Figueiredo – “e não do Secretariado Nacional” –, que recusa direito de voto a militantes inscritos a 29 de Março, enquanto confere a outros, entrados a 1 de Abril…. “curiosamente a quinta-feira santa, dia em que o partido está fechado”.

O argumento para negar a inscrição de militantes, recorde-se, é o da não ratificação pelas secções de residência. “Ora, independentemente de eu achar que , na impossibilidade de ir à secção, o processo pode ser aceite pela Federação, o facto é que há militantes que foram aceites sem a aprovação na secção”, acusa, citando casos em Eiras e Cantanhede. E em Miranda do Corvo, onde nem sequer há secção.

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