Autarquia da Figueira reforça guerra contra o lixo

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Quem polui mais, tem de pagar mais. Este é o princípio que a autarquia adoptou para os grandes produtores de resíduos, aplicando taxas diferenciadas que contemplam, além da recolha, o tratamento. E os grandes produtores são aqueles que produzem 1.100 litros de lixo/dia. “A autarquia não tem a obrigação de proceder à recolha e deposição em aterro sanitário dos seus resíduos, ao contrário do que acontece para os produtores”, explica nota de imprensa, citando o vereador António Tavares.

No total, são abrangidas 21 empresas e instituições do concelho. A câmara vai notificar que deixa de se responsabilizar pela recolha e deposição dos lixos, a não que o serviço lhe seja requisitado. Segundo a tabela de preços, os requerentes pagam 7,22 euros por metro cúbico. Um valor que o pelouro do Ambiente considera baixo: a edilidade paga 55,6 euros por tonelada, sem contabilizar os gastos intrínsecos à lavagem de contentores e aos serviços administrativos.

Esta medida reflecte “uma nova política na taxação dos resíduos e introduz justiça no sistema”, acrescenta a mesma fonte. De salientar que os pequenos produtores pagam 3,66 euros por contador de agora, taxa que até agora era universal. Estes suportavam, de resto, 90 por vento dos 1,8 milhões de euros/ano que o serviço acarreta. A medida foi anunciada na última reunião de câmara.

Luta sem tréguas

António Tavares luta em várias frentes, numa guerra cujo quartel-general se encontra instalado nos Serviços de Higiene e Limpeza. A intensificação da fiscalização e a aplicação de contra-ordenações é a guarda avançada da nova abordagem investida da autarquia. As “tropas” já estão a receber treino. “Os funcionários da varredura têm indicações para fiscalizar e entregar a informação nos serviços, para estes procederem a contra-ordenações, se for caso disso”, adianta o autarca ao DIÁRIO AS BEIRAS.

Figura de estilo. “Estamos em guerra aberta e com “exército” mobilizado para lutar por uma cidade ainda mais limpa”, afirma o vereador da maioria socialista. Porém, afiança que não vai abandonar a pedagogia como arma, pretendendo com isso evitar “baixas” financeiras junto dos inimigos do ambiente. A autarquia vai ainda adquirir novo equipamento para a limpeza da via pública.

Os serviços, segundo António Tavares, “tinham manifestas insuficiências”. Por isso, há que “maximizar os recursos para a Figueira poder ser uma cidade mais limpa e com menores custos”. Ou seja, as ordens são para atacar o assunto com “uma racionalização completa dos recursos humanos e materiais”. O estudo elaborado ao abrigo de um protocolo celebrado com a Universidade de Coimbra e com uma entidade privada serve como manual de instruções.

One Comment

  1. Vitor Carlos says:

    Julgo ser de elementar justiça, que seja pensado um novo sistema para este problema tão grave que se vive na Figueira. Sou visitante da Figueira durante o período de verão e digo-vos com toda a franqueza, há pequenos concelhos neste país que dão dez a zero na apresentação e limpesa das suas ruas. É vergonhoso aquilo que se vê nas ruas desta tão bonita cidade. Frequento as ruas de Buarcos e convido as pessoas responsáveis, quer da Junta de Freguesia quer da Câmara a fazerem uma visita ás ruas de Buarcos, tais como a ladeira da Srª da Encarnação a zona do mercado de Buarcos, aquelas travessas e ruelas em que se encontra aos montes, dejectos dos cães, ( se não houver cuidado qualquer transeunte leva consigo uma recordação no calçado) pontas de cigarros, ervas daninhas e tantas outras coisas que só visto.

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