Antigos alunos e professores estão preocupados

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Primeiro, foi a direcção do estabelecimento de ensino.  Agora, é a vez dos antigos alunos e professores da Escola Secundária Bernardino Machado manifestarem preocupação sobre a possibilidade das obras de requalificação serem feitas à custa do fim dos cursos profissionais oficinais. Através de nota de imprensa enviada ao DIÁRIO AS BEIRAS, a associação exige que “os compromissos previamente assumidos pela Direcção Regional de Educação do Centro (DREC), empresa Parque Escolar e Câmara Municipal perante a escola devem ser integralmente cumpridos”.

A estrutura lembra, entretanto, que a Bernardino Machado “é, desde sempre, a única instituição de ensino público da cidade vocacionada para leccionar cursos profissionais” de Mecânica, Electricidade e Construção Civil. Realça ainda que, ao longo dos 121 anos da escola, aquela oferta lectiva “tem sido determinante na formação profissional e cívica de muitas gerações de figueirenses”.

Tendo em conta a antiguidade do estabelecimento, a associação dos antigos alunos e professores frisa: “se houvesse justiça e equidade entre as instituições, a primeira escola (secundária da cidade) a ser requalificada teria sido a nossa”. Mas já que assim não foi, exige agora que as obras de requalificação avancem imediatamente a seguir à conclusão da remodelação da congénere Joaquim de Carvalho.

Tudo em aberto

Também Carlos Gonçalves, presidente do conselho-geral da escola, defende que a empreitada deve começar logo após o fim das obras do antigo liceu. Entretanto, mostra-se “preocupado e expectante”, preconizando que “os cursos profissionais não podem acabar”. A DREC terá proposto o fim dos cursos e a alteração do calendário das obras, dando prioridade à requalificação da Escola Secundária Cristina Torres.

A reunião de 24 deste mês entre a DREC e a direcção da Bernardino Machado foi inconclusiva. “Segundo nos foi dito, neste momento, todas as opções estão em cima da mesa”, confirma Carlos Gonçalves. Mas o encontro marcado para amanhã, que conta também com a participação da Câmara da Figueira e da empresa pública Parque Escolar, deverá ser mais esclarecedor.

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