Afluência do Núcleo Museológico do Sal supera Museu Municipal

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Cumprindo progressivamente o seu propósito, o centro interpretativo instalado em Armazéns de Lavos revela-se “o caldo perfeito”.

“O turismo saudável está na moda”. A afirmação veio do vereador da Cultura, António Tavares, terça-feira, dia em que o Núcleo Museológico do Sal (NMS), em Lavos, assinalou o seu 3. º aniversário. E os números não deixam margem para dúvidas. Em Julho, foram mais de 1.100 os visitantes que passaram por aquele espaço. Um número que ultrapassa em muito o contabilizado no Museu Municipal, no mesmo período.

Criado em 2005, o NMS “tem-se vindo a reafirmar como pólo aglutinador da divulgação do nosso património cultural”, afiança o vereador. Instalado em plena salina, os visitantes encontram no espaço “quase a varanda da sua casa”, afirma Sónia Pinto, coordenadora do núcleo. A própria comunidade e os produtores locais utilizam aquele espaço como se fosse seu.

“O que temos vindo a querer fazer tem sido concretizado”, garante a coordenadora. E o que isso significa? Que ao espaço “vivo, dinâmico e de bem-estar” se têm associado diversas actividades que, aliás, têm funcionado “às mil maravilhas”, revela. Paralelamente ao museu, que funciona todo o ano, a época balnear é propícia à criação de novas dinâmicas.

É o caso das Jornadas de Bem-Estar, o “pequeno monstro”, como lhes chama Sónia Pinto, que tem levado muitas pessoas ao equipamento municipal. Até Setembro, o espaço oferece uma panóplia de iniciativas, que unem as actividades direccionadas para o bem-estar físico e psicológico, a um cenário que apela aos sentidos e à tranquilidade. Também as rotas fluviais, com o “Batel do Sal” a percorrer o estuário do Mondego, têm tido uma grande procura e já estão esgotadas até ao dia 28, confirma a coordenadora.

Durante todo o ano funciona ainda o percurso pedestre “Rota das Salinas”, apesar de viver essencialmente da época de Verão. Toda esta conjugação (núcleo museológico, passeio pedestre, batel e salinas) forma, segundo António Tavares, o “caldo perfeito”.

Aliás, uma vez que o núcleo está associado à salina, é também ele produtor de sal. Este “ouro branco” que tem sido embaixador da Figueira da Foz além fronteiras, lembra o vereador.

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