Administração do CEFA dominada por Aveiro

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Os três primeiros administradores da fundação que sucedeu ao Centro de Estudos e Formação Autárquica são socialistas e oriundos do distrito aveirense.

O distrito de Aveiro passa a “reinar”, no CEFA – Centro de Estudos e Formação Autárquica. Ou melhor, na Fundação para os Estudos e Formação Autárquica, organismo de direito privado que, desde Abril de 2009, tomou o lugar daquele antigo instituto público.

De Aveiro, distrito, chegam os três administradores da fundação, todos do PS. O presidente, já se sabia, é Rui Marqueiro, antigo deputado e ex-presidente da Câmara da Mealhada. Os dois principais vogais são Nuno Marques Pereira, vereador na Câmara de Aveiro, e Helena Terra, ex-deputada e vereadora na Câmara de Oliveira de Azeméis – esta, curiosamente, fora nomeada, em início de Março, nova directora da Segurança Social em Aveiro.

A administração fica completa com os vogais não executivos Narciso Mota, autarca de Pombal (em representação da Associação Nacional dos Municípios Portugueses), e Joaquim Cândido Moreira, presidente da Junta de Freguesia de Padronelo, Amarante (Associação Nacional de Freguesias).

O CEFA, recorde-se, foi extinto pelo Decreto-Lei n.º 98/2009, de 28 de Abril, que também institui a Fundação CEFA, assumindo uma “natureza jurídica mais consentânea com as características e o tipo de actividades que desenvolve”. O objectivo, plasmado no diploma, é o de “contribuir para o aperfeiçoamento e a modernização da administração autárquica, através da formação dos seus agentes, da investigação aplicada, da assessoria técnica e da edição de obras especializadas”.

Cabe referir que a mudança – no âmbito do PRACE, Programa para a Reestruturação da Administração Central do Estado – não foi, propriamente, pacífica. Desde logo, porque a nomeação dos novos órgãos dirigentes da fundação se arrastou até meados de Julho desta ano. Depois, porque os trabalhadores entendem que a transformação traduz “uma visão mercantilista da formação” e não assegura o “direito à formação dos trabalhadores das autarquias. Aliás, um dos sindicatos do sector, o SINTAP, já veio a público denunciar a “perda direitos” da meia centena de trabalhadores do CEFA, “vinte dos quais com vinculo precário”.

O conselho geral da fundação inclui os autarcas Álvaro Amaro (Gouveia), Fernando Carvalho (Lousã), Afonso Abrantes (Mortágua), José Alberto Guerreiro (Odemira), Alfredo Henriques (Feira), Maria Isabel Silva Soares (Silves), António Bogalho (Sobral de Monte Agraço), João Costa Pires (S. Vicente – Braga), José Maria Barroca (Taveiro – Coimbra) e Paulo Quaresma (Carnide – Lisboa); os sindicalistas José Abraão e António Conceição; os universitários José Manuel Moreira, Aníbal Oliveira Duarte, Margarida Queirós do Vale e Helena Freitas; e os vogais representantes do Governo: Gomes Canotilho, António Amaro e Ana Cristina Ramos Preto.

One Comment

  1. Que eu saiba Mealhada Pertence à área metropolitana de Coimbra.
    E também pouco interessa o que interessa é que os novos ou já velhos gestores, que pelo que me é dado saber só entra de novo a doutora Helena Terra CRSS DE Aveiro, e ao que sei é uma boa técnica e muito exigente e naquele meio onde são tantos mesmo tantos e que nos Zé povinho nem sabemos para o que serve tanta gente quando a maior parte das vezes anda tudo em atraso!…
    O CEFA vai ser melhor a partir do momento em que for fundação, isto porque talvez acabem certos privilégios que já conhecemos do funcionalismo público, e o Dr. Rui Maqueiro é a pessoa indicada para isso, não porque seja radical, mas porque é um homem que com quem dá gosto trabalhar, sabe transmitir confiança e é exigente no trabalho, mas sem nunca pedir mais do que o trabalhador é capaz.
    Penso que o CEFA está bem entregue tanto no topo como em muitos dos seus colaboradores pelo menos aqueles que acederam trabalhar em equipa com o Dr. Maqueiro.

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