“Olha a bolacha americana!”

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Foto Jot'Alves

Jorge Matos, mais conhecido por “Paulo”, 48 anos, percorre as praias urbanas da Figueira e de Buarcos, de lés a lés. “Comecei por necessidade económica”, admite. Entretanto, 10 anos depois, afirma que “é agradável”, porque lhe proporciona o contacto com pessoas diferentes todos dias. “Há comunicação. Normalmente, as pessoas são simpáticas”, acrescenta o vendedor ambulante do areal mais extenso da Europa.

Muitas coisas mudaram, na última década. As vontades também. E os pregões não ficaram para trás. O clássico “é para o menino e para a menina!” vai dando lugar a uma abordagem comercial mais actual: “É bolachinha light, o mesmo sabor e metade das calorias!”.

Todavia, os mais pequenos continuam os mesmos de sempre: “a bolacha americana é a alegria das crianças. Acho que me vêem como uma bolacha americana gigante”, descreve “Paulo”.

Os adultos também gostam das bolachas do mais conhecido vendedor da Figueira da Foz. Não apenas no Verão: “esporadicamente, durante o resto do ano, telefonam-me para perguntar se tenho bolachas”, confirma “Paulo”. Mas é na época balnear que ela mais se vende. Todos os dias, desde que haja banhistas, em horário comercial.

Nos últimos dias, tem havido mais. A água está mais quente, o sol aperta e a alegria atinge níveis elevados. Na praia, esta conjugação de factores estimula o consumo, segundo o vendedor. Na Figueira da Foz, a actividade de vendedor ambulante de praia está em vias de extinção. No entanto, neste Verão, “Paulo” enfrenta um “concorrente” poderoso: a crise. “Antigamente, uma sardinha dava para três pessoas; hoje, está a acontecer praticamente o mesmo com a bolacha americana”, afirma.

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