Sentença em Coimbra para mulheres que arremessaram pedras

Posted by

O julgamento de um caso de conflitos de vizinhos do Bairro da Conchada, em Coimbra, terminou ontem com a condenação a pena de multa de dois dos quatro arguidos. São duas mulheres, condenadas a 450 euros e 900 euros, a que acresce uma indemnização de 350 euros a pagar à queixosa, por danos materiais no portão e paredes da sua casa.

Estes prejuízos foram causados por pedradas, factos que a juíza do Tribunal de Coimbra considerou como provados. Pelo contrário, não foi dado qualquer importância jurídica à circunstância de ter sido arremessada uma sanita para o quintal da queixosa, acto que, quando muito, podia ser considerado um crime particular de injúria, que não foi julgado.

A queixosa, Cremilde Ferreira, advogada em Coimbra há duas décadas, no fim da leitura da sentença disse à reportagem do DIÁRIO AS BEIRAS que, embora ainda sem ter tido acesso ao texto integral da sentença, deverá recorrer, porque dois dos arguidos foram absolvidos. Quanto ao valor da indemnização, acrescentou que ficou muito longe do valor pedido.

Da parte das duas mulheres condenadas, desempregadas, ambas lamentaram o valor a pagar, muito elevado para as suas posses. A sogra da arguida que vai suportar a multa de maior valor, diz que os cônjuges “estão desempregados e têm duas crianças para criar”, acrescentando que as dificuldades económicas levaram a que “até a mensalidade da creche esteja atrasada”.

O caso remonta a situações ocorridas entre os dias 07 e 10 de Junho do ano passado, quando a casa da queixosa foi alvo de pedras atiradas do exterior, que caíram no pátio da moradia, na Conchada. Terão ainda sido arremessados sacos com fezes, garrafões com urina e outros objectos, a que o tribunal não deu relevo.
Como numa das sessões anteriores houve desacatos nas instalações do Palácio da Justiça, a PSP destacou seis agentes para a leitura da sentença de ontem, mas a sua intervenção não foi necessária.

2 Comments

  1. Um morador says:

    Se tivessem analisado os referidos detritos poderiam fundamentar melhor a acusação. Poderiam também acusar a Dr.ª Ceremilda Maria por assassinato arquitétónico e urbanístico e falta de bom gosto. De referir que de facto, enquanto houveram obras/alterações nos muros circundantes das habitações da referida Advogada, não vi uma única sinalética com autorização para o efeito. É uma pena que pessoas com necessidades especiais pelos mais variados factores, tenham de ser vizinhas de pessoas com suposta formação pessoal e universitária superior e conviver com pessoas conflituosas e donas únicas da verdade, com capacidade financeira de os explorar e atacar até aos seus limitescomo esta Sr.ª Dr.ª. Espero que ela alcance rapidamente o que pretende, pois parece-me que o caminho a que isto a vai levar vai ser mau para todos e pior para ela.

  2. Eram fézes ou era trampa? Já agora como as prevaricadôras não podem pagar as multas por falta de liquidêz ,talvêz o sr. UM MORADOR se queira subestituir ás mesmas para que não hája incumprimento das ditas.E aqué-la sua última tirada é de valentão

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*