Fórum Centro Portugal sensibiliza Governo

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Aquilo que foi discutido entre os membros do Fórum Centro Portugal e José Sócrates, numa audiência realizada na passada terça-feira, não transpirou cá para fora, mas o DIÁRIO AS BEIRAS sabe que se abriram novas perspectivas à aviação civil em Monte Real, a oeste de Leiria.

Num momento em que quase todas as obras públicas estão a ser adiadas, como é o caso do Aeroporto Internacional de Lisboa, em Alcochete, a abertura das bases aéreas de Beja e Monte Real poderia ser um complemento à Portela para voos charter e companhias low-cost.

Esta realidade foi reconhecida por José Sócrates que terá viabilizado a retoma do estudo de viabilidade que pretende conciliar o tráfego civil com as operações militares na base aérea.

O Grupo de Estudo é integrado por professores universitários de Coimbra, Leiria e Aveiro, bem como por representantes da ANA – Aeroportos de Portugal, da NAV Portugal, do Instituto Nacional da Aviação Civil (INAC) e da Força Aérea Portuguesa.

São os empresários da região Centro e as estruturas associadas ao turismo, nomeadamente ao turismo religioso de Fátima, que mais têm lutado por este objectivo.

Manuel Queiró, presidente do Fórum Centro Portugal, sublinha que é importante “tratar os portugueses com equidade territorial” e que um novo aeroporto poderia “aumentar a competitividade das empresas”. Foi isso mesmo que o fórum tentou transmitir, recentemente, durante um outro encontro com a Comissão Parlamentar das Obras Públicas, Transportes e Comunicações.

Embora com ironia, o chefe do Estado Maior da Força Aérea, Luís Araújo, chegou a referir-se a este projecto como sendo possível, desde que o “terminal de passageiros não seja no gabinete do comandante”.

O facto do mais alto representante da Força Aérea Portuguesa, general Luís Araújo, ter admitido, em Março passado, que “as infra-estruturas aeronáuticas nacionais, sempre que for possível, devem ser – como a nossa Marinha também diz – utilizadas em duplo uso”, conferiu nova esperança a empresários e autarcas da região na sua luta pela abertura da Base Aérea n.º 5 ao tráfego civil.

Afinando pelo mesmo diapasão, o presidente da Comissão de Defesa Nacional da Assembleia da República, o deputado social-democrata José Luís Arnaut, acrescentou que “há uma predisposição de princípios sobre essa matéria”, ressalvando, contudo, a necessidade de delimitar o que é “a parte militar e a parte civil”.

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