Ruído do Queimódromo será monitorizado

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Foto Carlos Jorge Monteiro

As queixas já não são novas e sucedem-se todos os anos. Os “vizinhos” da Praça da Canção dizem que, naquela semana, é impossível dormir durante a semana em que os estudantes descem até à margem esquerda do Mondego.

Nos dois últimos anos, as queixas dos moradores diminuíram um pouco. Por iniciativa da Turismo de Coimbra, foi pedido à Comissão Central da Queima das Fitas para que fosse instalado um dispositivo geral de modelação do som. Se, durante os espectáculos, o impacto sonoro foi menor, já o mesmo não se pode dizer no período seguinte. Aliás, de acordo com o presidente da empresa municipal Luís Alcoforado, é aqui que reside grande parte do problema. E das queixas, também.

O presidente da câmara, Carlos Encarnação, recordou que na noite do “Furacão da Bahia” a sua neta acordou com o barulho que alguns jovens fizeram no regresso do Queimódromo. “Não sou fundamentalista, mas todos os anos sensibilizamos os elementos da Comissão Central para esta questão”, referiu o autarca. O que é certo é que a questão começa a ser insustentável para o presidente. Principalmente, “aquela batida persistente que dura até às 07H00”.

Ao desabafo de Carlos Encarnação respondeu o presidente da empresa municipal turismo de Coimbra. Luís Alcoforado, que estava na sessão ordinária da autarquia por causa da apresentação e discussão do relatório e plano de actividades do ano de 2009 daquela entidade, revelou que em 2011 será feita a monitorização do som que ecoa da Praça da Canção. O estudo, que já esteve para ser realizado este ano, tem como principal particularidade o facto de percorrer vários locais da cidade e durará toda a semana das Noites do Parque.

O pagamento deste trabalho, como fez questão de esclarecer Luís Alcoforado, será englobado na negociação que a empresa municipal, autarquia e Comissão Central terão antes da próxima Queima.

“Temos testado várias soluções possíveis. Chegou a hora de procurarmos uma solução para o problema”, disse o responsável, o qual apelou ainda aos responsáveis e utentes do recinto para que, na medida do possível, tentem minimizar o ruído nos dias que ainda faltam para o encerramento das Noites do Parque.

3 Comments

  1. Não é só a Queima, mas também a Feira Popular e outros eventos no Queimódromo.
    Acrescentar também a música em tom demasiado alto e quase diariamente que chega ao alto de Santa Clara provindo da margem contrária, precisamente das esplanadas do Parque Verde, (conhecida também por Docas).

  2. Henrique Costa says:

    Fechem tudo, cortem as poucas iniciativas que a cidade tem. Com a desertificação galopante em Coimbra é sem dúvida a pedra que falta para a fechar de vez…. O triunfo da velhada numa cidade de velhos…

    • Paulo Melo says:

      Triste comentário esse!

      Coimbra está caracterizada pela enorme falta de respeito que os responsáveis políticos (sejam os que estão na Câmara, sejam os que estão nos tachos das empresas municipais…) têm pelos direitos fundamentais dos cidadãos, nomeadamente pelo seu direito ao descanso!

      Vendem-se esses direitos por meia dúzia de euros! Eu pessoalmente já pensei em mudar de cidade por causa destes abusos continuados e permanentes.

      Habito na Couraça de Lisboa, local aonde é proibido (no papel) a aplicação de caixilharia sintéticas ou com vidro duplo (mesmo nas de madeira), mas mesmo com estas barreiras sonoras o ruído é enorme!

      A última prova do desprezismo que esta gente tem para com o povo foi durante os dias em que vindo da Praça da Canção, até às tantas da manhã, um barulho enorme nos contemplou para comemorar os concertos dos U2!

      Tudo isto vai continuar até que ao momento que o povo o permita.

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