Jovens querem ser “mais ouvidos”

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Foto Gonçalo Manuel Martins

A secretária de Estado Adjunto e da Reabilitação defendeu ontem a participação dos jovens nas Comissões de Protecção de Crianças e Jovens em Risco (CPCJ). Depois de ter estado à conversa com seis alunos do 9.º ano da Escola EB 2,3 Rainha Santa (Pedrulha), Idália Moniz referiu que “os jovens têm um entendimento da forma de estar dos seus pares e de soluções para ir mais ao encontro daquelas que são as suas vontades e realidades”. Como tal, e apesar da lei permitir que os jovens participem nas reuniões alargadas das CCPJ, os seus lugares são sempre ocupados por representantes do Instituto Português da Juventude.

Apesar de ser “fundamental a abertura” para a participação dos jovens, a governante disse ainda que estes também “têm de tomar a iniciativa de participar”. A primeira acção de sensibilização, pelo menos para estes seis jovens, teve lugar ontem em pleno auditório do CEFA. Ali, e na presença de representantes de diversas instituições, os alunos da escola sediada na Pedrulha puderam dar o seu testemunho em relação ao que pensam sobre a sociedade. As suas intervenções foram tidas em conta por Idália Moniz que, desta forma, também aproveitou para deixar algumas sugestões em relação à postura interventiva que devem ter ao longo da sua vida.

Importantes foram também os pedidos formulados no final da sessão e que passam pela não desistência “das pessoas difíceis” e por ouvir mais os jovens. O presidente da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens, Armando Leandro, admitiu que “a ideia de que os jovens devem ser ouvidos ainda não está suficientemente entrosada”.

Paralelamente, Idália Moniz anunciou aos jornalistas que o volume processual global tratado pelas CPCJ do distrito diminuiu de 2008 para 2009, de 2.173 para 2.016 processos.

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