O 1.º de Maio e a Monarquia

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No sábado, 1.º de Maio, Leiria não vai ter mãos a medir, tal é a avalanche de iniciativas agendadas. À tarde, entre as 15H00 e as 19H00, vai acontecer quase tudo ao mesmo tempo.

A grande aposta da Câmara Municipal é a representação histórica da entrega do Foral Manuelino na praça Rodrigues Lobo (às 17H00), para a qual foram convocados dezenas de actores trajados à época (século XVI).

Noutra parte da cidade, convocados pela União de Sindicatos de Leiria, afecta à CGTP, os trabalhadores vão concentrar-se às 15H00 no jardim e largo de Santo Agostinho, para onde estão previstas intervenções públicas e espectáculos.

Ao mesmo tempo, no recinto da Feira de Maio, terá lugar a abertura oficial do certame anual, que vai decorrer até 23 de Maio.

Este ano, para além dos habituais stands de comércio tradicional, marroquinaria e artesanato, foi montado um palco com animação permanente na zona da praça central através de ranchos folclóricos, grupos de música tradicional e animação infantil. Ao mesmo tempo, diversas entidades e organizações de cariz social e cultural têm a oportunidade de divulgar os seus projectos e produtos.

Na praça Rodrigues lobo, a recriação da entrega do Foral Manuelino é apresentada como sendo o “regresso” de El-Rei D. Manuel I à cidade para comemorar os 500 anos do Foral Manuelino.

D. Manuel – O Venturoso, “estará de visita a Leiria, onde senhores e servos sairão à rua a receber a régia comitiva que, apregoada pelo arauto, irromperá na Praça de Armas ao som das trombetas”, anuncia, com pompa e circunstância, o pelouro da Cultura da autarquia.

Numa organização conjunta da Câmara Municipal de Leiria e da Viv’Arte, o espectáculo, “único na Região Centro”– sublinha a organização –, terá início com um cortejo evocativo, seguindo-se “a recepção pelos homens bons do burgo, assinatura dos termos e leitura pública do foral”.

Em paralelo, a animação característica da época irá fazer recuar o público até ao século XVI, com a apresentação de baforda, adubamento, justa e dança sufi ao som de adufes. Estão previstos números de malabarismo, saltimbancos e histriões a irromperem em loucas coreografias, para além de danças palacianas e danças populares.

A Viv’Arte dedica-se à fusão entre o teatro e a recriação histórica, aliada ao conceito de teatro de rua.

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