Há Faculdades que não “queimam fitas”

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ARQUIVO DB-Luís Carregã

Com 111 anos de história, a Queima das Fitas marca a passagem de qualquer estudante em Coimbra. O maior e o mais tradicional evento organizado por estudantes no país recebe cerca de 400 mil pessoas. O Baile de Gala, o Chá Dançante, a Garraiada e o Cortejo são momentos marcantes que destacam a semana mais entusiasta do ano lectivo.

Em 2008 o Senado Universitário da Universidade de Coimbra, aquando da discussão e aprovação do calendário lectivo para o ano escolar 2008/2009, deliberou a concessão de uma semana de interrupção das aulas e restantes actividades lectivas, coincidente com a semana da Queima das Fitas. Este facto ficou-se a dever à constatação, por parte de toda a comunidade académica, de que os estudantes têm na Queima das Fitas uma celebração na qual se revêem e na qual querem intervir activamente, facto que, em virtude dos horários a que os seus eventos têm lugar, se torna incompatível com o normal desenrolar das aulas. Para além disto, foi também reconhecida a importância das tradições dos estudantes da Universidade de Coimbra para esta Instituição.

Assim, é de estranhar o facto de algumas faculdades, no ano lectivo que decorre, não cumprirem esta deliberação do Senado. Mais se estranha pela razão de já a experiência ter demonstrado a toda a comunidade que a afluência às aulas durante este período é bastante reduzida, fazendo com que os estudantes que insistem em fazer perdurar e dar novo ânimo às tradições estudantis de Coimbra sejam claramente prejudicados, ao mesmo tempo que não se vislumbram quaisquer vantagens para as próprias Faculdades que insistem em manter a sua actividade normal durante a Queima das Fitas.

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