Carlos Cidade desafia presidente Encarnação

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A mobilização deixa poucas dúvidas: a candidatura de Carlos Cidade preparou o jantar de sábado com a noção clara de que o impacte público teria de ser demolidor. E foi. Mesmo que alguns dos presentes não sejam votantes. E mesmo que os restantes competidores – Paulo Valério e Luís Santarino – aleguem que falta ainda um mês para as eleições na Comissão Política Concelhia de Coimbra do PS.

Sábado marcou, então, um momento de viragem na campanha de Carlos Cidade: depois de um mês intensivo a “falar para dentro” do partido – com episódios menos conseguidos, como o da teima em fechar um debate aos jornalistas –, é agora o tempo de “falar para fora”. E foi justamente isso que o vereador fez. Com um alvo bem definido: Carlos Encarnação e o que designou de “profunda agonia política em que está mergulhada” a câmara.

A Encarnação, Carlos Cidade apontou diversos erros, omissões e até mentiras.

Erros como o das políticas que, a seu ver, conduziram à incapacidade de atrair investimentos industriais “respeitadores do ambiente e de elevado conteúdo tecnológico”. Ou como o que faz emperrar a expansão do projecto do metro de superfície. Ou, ainda, a não integração de Coimbra no Turismo do Centro e na Agência de Promoção Externa do Centro.

Omissões como a que parece ter arredado das opções primeiras do município a candidatura a Património da Humanidade. Ou como a que (não) faz do investimento nos recursos humanos da câmara uma prioridade.

E mentiras, como a que Cidade diz ter detectado quando os vereadores do PS exigiram o cumprimento dos compromissos com a Administração Central, para garantir acessos condignos ao novo Pediátrico – trocados por “negociatas”, que não resolvem “com eficiência” a acessibilidade à circular externa.

O candidato à Concelhia do PS apontou ainda os erros da Carta Educativa, “completamente desfasada da realidade”. E deixou um recado: “não vamos permitir que haja crianças de primeira e de segunda, no concelho”.

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