Trabalhadores da Renaul Cacia retomam greve

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A direção da fábrica de Aveiro reuniu-se esta semana com os representantes dos trabalhadores, mas não houve acordo quanto aos aumentos salariais para 2010, disse à Lusa Manuel Chaves, da comissão sindical da Renault – CACIA.

“A administração diz que não pode dar mais de 1 por cento e está aberta a negociar outros pontos do Caderno Reivindicativo, mas são coisas mínimas, como melhoramentos nas zonas de refeição e algumas pequenas regalias sociais”, adiantou o dirigente sindical.

Os trabalhadores, por seu lado, querem aumentos de quatro por cento, alegando que não tiveram aumento salarial no ano passado, devido à crise no sector automóvel.

Manuel Chaves diz que a decisão está agora nas mãos dos trabalhadores, adiantando que o plenário de segunda feira vai servir para informar os operários sobre o resultado das negociações e decidir se vão “endurecer a luta ou tomar outras medidas”.

O dirigente sindical salientou ainda que os trabalhadores da Renault – CACIA não são os únicos trabalhadores no seio do grupo Renault que estão em luta por causa dos aumentos salariais.

“Em França algumas fábricas já estão em greve e na madrugada de quinta feira os operários bloquearam a entrada de uma fábrica em Lyon. O grupo está a entrar todo em luta”, referiu.

Desde o dia 18 de fevereiro, os trabalhadores da fábrica da Renault em Aveiro têm vindo a fazer paralisações diárias de 30 minutos, a meio de cada turno, e uma greve ao trabalho extraordinário.

Os protestos foram suspensos no início da semana, após a direção ter aceitado sentar-se à mesa das negociações, tendo os trabalhadores retomado a greve na passada quinta feira.

Com 1100 colaboradores, a Renault CACIA é a segunda maior unidade do sector automóvel do País, logo a seguir à Autoeuropa. Produz caixas de velocidades e componentes para motores em exclusivo para a aliança Nissan/Renault.

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